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Derrota

septiembre 15, 2012

Para de resmungar

Para, cala boca;

Não vale o que dizeres

– nada.

Vi o olhar do louco das pombas

Peguei sem querer

E no canto enrugado de seu olho

O porquê do silêncio e do berro

A razão das suas aves cativas

De tudo, talvez,

Só que eu ainda enxergo

Bem pouco

E perco detalhe

No ruído que fazes

No teu dia-a-dia

Cheio de ti,

Vazio,

Desgovernado,

Preso do tumulto

Da nossa fuga.

 .

Como água,

Água quieta,

O olhar do louco

No canto enrugado, perdido,

Sinto que me julga

Sem me encarar

Sem me dizer, ou compreender

Que não vale

A pena

Minha vida

– pobre, fraca, fútil,

solitária –

Para mirar

No seu tempo sem tempo

No não-juízo sem luz.

Nossa alma enjaulada

Nossa inútil jornada

Tudo perdeu valor.

.

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